quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Carta ao Ministro


Numa época em que só se fala em “apertar o cinto”, tivemos acesso a esta carta escrita por um cidadão ao nosso Ministro das finanças, é verídica. Se todos tivéssemos a atitude deste homem, que não conheço, quem sabe se o nosso Portugal não melhorava, e os nossos governantes pensassem mais no povo que governam e que os elegeram. Passem a todos este acto de coragem.


«Exmo. Senhor Ministro das Finanças
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V. Exa. para lhe fazer uma proposta:
A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, vítima de CANCRO DE MAMA em 2008, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma.
Por esta ‘coisinha’ sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais.
Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.
Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
A devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Exa. que, com os meus cumprimentos, o dará à sua Esposa ou Filha.
Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
a) Os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
b) Os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
c) A angústia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
d) Os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
e) A ansiedade com que são acompanhados estes exames.
e) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.
Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V. Exa. que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras…
Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender. E por isso peço a todos aqueles que receberem e lerem esta mensagem e se assim concordarem que enviem aos vossos amigos. Obrigado
Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal…) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.


Com os melhores cumprimentos,

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O novo Sr. Dr. Secretário de Estado


O Sr. Dr. Vasco Franco há 4 anos atrás tinha o antigo 5º ano do Liceu (9º ano de escolaridade actual) por equiparação do Curso Comercial. Entretanto, formou-se com 18 (dezoito) valores na Universidade Lusófoma - ULHT (atenção não foi na Independente, hein!!!)

Assim, na ULHT, propriedade de um dos chefões da Maçonaria, cuja mulher foi eleita deputada pelo PS nestas legislativas e fez parte das listas autárquicas de 2099 em Lisboa (coincidências), cidade onde tem várias obras embargadas nos seus colégios e escolas (mais coincidências, é claro), o Sr. Franco passa a Sr. Dr. Franco mais rapidamente ainda que o Sr. Eng. Sócrates e pelo menos tão rápidamente como o Sr. Dr. Vara, ambos na Independente.

Ou sejs, continuamos a aprimoramos. Viva Portugal!!

Com o 9º ano, 50 anos de idade e reforma de mais de 3000 euros... até parece gozo!


ENTÃO É ASSIM:

Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, JÁ ESTÁ REFORMADO.

A pensão mensal que lhe foi atribuida ascende a 3035 euros, um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.

A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - Técnico Superior de 1ª Classe, segundo o Diário da Républica, apesar das suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral de Comercio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.

A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.

O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu 7 de dedicação exclusiva; 3 foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, 12 dos quais a tempo inteiro.

Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.

TRIPLICAR O SALÁRIO:

Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidade para administrador da SANEST, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais. Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela Empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de Saneamento da Costa do Estoril.

O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.

A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo PS mas, nos termos de acordo, o salário de administrador é reduzido em 50%, para 2000 euros, a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, afirma Vasco Franco.

Não se ficam, no entanto, por aqui os Contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco, recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.

Contas feitas, o novo reformado Vasco Franco do PS, triplicou o salário que auferia no activo, ganhamdo agora mais de 6000 euros limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel, claro.

pois é.... EM PORTUGAL É ASSIM!!!!


P.S.: Eu já fiz o meu cartão de militante e voçê?... do que está à espera!!





Os PPR do Banco SantanderTotta - Grande sacanagem!

PPR do ToTTa

Em Março de 2002 comprei um PPR a um balcão do banco TOTTA. Abri com 1000 € e era tirado da minha conta á ordem 50€ todos os meses que eram acrescentados à conta do PPR.•
Achei que era boa ideia pois alguma coisa que acontecesse no futuro tinha ali um pé de meia onde me agarrar. Até porque não era o primeiro que fazia (noutras instituições) e nunca tinha tido problemas.

Li o contrato, ficando com as condições gerais em meu poder, as quais dizem bem explicito que não posso levantar o PPR em caso algum, antes de 5 anos, a menos que me encontrasse no desemprego de longa de duração ou doença que me impossibilitasse de trabalhar.

Ora em Fevereiro de 2004 fiquei desempregada! Fui vivendo tapando dum lado, destapando do outro. Até que cheguei a um ponto que em Outubro de 2006 tive que recorrer ao PPR pois estava em risco de perder a minha casa.

Nessa altura tinha depositado no PPR á volta de 4000€ e dirigi-me a um
balcão do TOTTA para fazer um resgate de 1700€ o qual foi feito sem
qualquer problema nem perguntas nem pedido de qualquer documento que provasse a minha situação de desemprego (ainda perguntei se devia entregar alguma prova e disseram que não precisava, é que o PPR só fazia os 5 anos em Março de 2007, daí a minha pergunta)

Em Janeiro, e como a situação subsistia, dirigi-me novamente ao Balcão para fazer novo resgate, desta vez de 1000€, e cancelar as entregas periódicas de 50€, pois não podia continuar a faze-lo. Demoraram quase um mês para transferir o dinheiro para a conta à ordem. O DINHEIRO NÃO APARECIA!

Nessa altura estavam lá cerca de 2450€ (4000-1700=2300+150(3 meses de entregas de Outubro a Janeiro)= 2450?) assim que os 1000€ entraram na conta, 1 mês depois do pedido, e achando estranho a demora, desconfiei que se passava qualquer coisa e mais uma vez
dirigi-me ao balcão a saber o que se passava. Pedi o resgate do restante dinheiro que seriam 2450?)e o encerramento do PPR, e qual não é o meu espanto!.... a transferência para a conta á ordem foi de... 239€.
Pedi explicações e ninguém sabia responder. Dirigi-me então, a conselho do gerente do Balcão, ao TOTTA SEGUROS na Rua da Mesquita em Lisboa. Uma vez ali, fui recebida no hall de entrada, depois de passar por um detector de metais (eu pergunto? quem são os LADRÕES nesta história) onde me foi pedido que fizesse uma carta a pedir as devidas explicações, o que eu fiz ali mesmo.

Quinze dias depois recebo a resposta em casa! Uma carta cheia de equações matemáticas, a justificar o porquê de chegarem aquele valor(239?). Não ficando satisfeita com aquela explicação, até porque não percebia nada daqueles heroglifos, enviei várias cartas registadas a pedir explicações.
Cartas essas que nunca obtiveram resposta da parte do TOTTA SEGUROS.

O tempo ia passando e resposta nada! Decidi então apresentar queixa no INSTITUTO PORTUGUÊS DE SEGUROS. Aí fiz uma carta explicando a situação e entregando fotocópias de todos os papeis, inclusive as condições gerais que tenho em meu poder e pelas quais me regi para comprar aquele produto.

Quase um mês depois, recebo resposta do IPS, que me dava total razão mas como mediador apenas podiam tentar resolver as coisas pela via do diálogo e me aconselhavam a dirigir-me a um advogado pois só pela via judicial seria possível de resolver.

Dirijo-me então á DECO, primeiro por email depois pessoalmente.

Mais uma vez conto toda a minha história. Eles receberam a queixa,
avaliaram e o departamento jurídico deu-me razão.. A DECO fez várias tentativas de contacto mas o TOTTA SEGUROS nunca se dignou responder, até que a DECO me enviou uma carta a informar-me que tinha que encerrar o processo visto o TOTTA não responder ás cartas por eles enviadas ( a uns sócios expõem os casos na comunicação social, a outros fica por isso mesmo) e eles (DECO) apenas funcionam como moderadores e não têm poderes jurídicos para resolver as situações. Mais uma vez me aconselham a ir para tribunal.

Acontece, meus amigos, que pelo valor em causa(1300€ que o TOTTA me ROUBOU) nenhum advogado quer pegar no assunto e como não tenho dinheiro (o TOTTA ficou-me lá com o resto) para fazer pagar esta injustiça não consigo pôr as coisas a funcionar

Este é o País que temos meus amigos!

Contra os grandes como é que nos defendemos?

Já pensaram o quanto somos frágeis em relação aos bancos?

Eles põem e dispõem do nosso dinheiro como muito bem entendem, tiram dinheiro das nossas contas, dizendo que são taxas daqui e dali sem nos darem cavaco.

Já pensaram nisso??

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Está explicado. Afinal Sócrates tem toda a razão.

41.100€ indevidamente (fora o tacho)

Um jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho. Filho de um funcionário do PS que residiu até 2008 numa casa da CML com uma renda de 48 euros/mês.

Madaíl ganha 402 mil/ano

Gilberto Madaíl recebe como presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) o equivalente a 28 ordenados mínimos (475 €), ou seja, 13 300 euros por mês.No comando da Federação há 14 anos, Gilberto Madaíl recebe ainda uma verba anual de 160 mil euros para despesas de representação. A somar a este valor está uma pensão de reforma de funcionário público (referente aos anos em que foi vereador e deputado da Assembleia da República) no valor de quatro mil euros/mês.Tudo somado, Gilberto Madaíl aufere anualmente um rendimento bruto na ordem dos 402 mil euros, aos quais são deduzidos os descontos consagrados na lei.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Este país não é para corruptos

Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer


… Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto- é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cães vivos usados como cobaias na universidade


Ex-alunos de Veterinária revelam experiências com cães enviados pelo canil municipal.

Esterilizações, castrações, simulações de cesarianas e anestesias. A todas estas práticas foram sujeitos animais saudáveis enviados pelo canil municipal para a Universidade de Évora e servirem de "cobaias" a alunos do curso de Medicina Veterinária. Depois, eram abatidos.
A situação, ilegal e que viola todos os diplomas que regulam os direitos dos animais, arrasta-se há vários anos, mas só agora foi denunciada ao JN por vários ex-estudantes e actuais veterinários que se mostraram indignados com o recente abate de sete cães no canil, cinco dos quais com processo de adopção em curso.

Os relatos são feitos na primeira pessoa, mas quase todos os autores pedem o anonimato por se tratar de um meio pequeno e da ligação que os une às instituições visadas. "No meu primeiro ano do curso foi utilizada uma cadela para a parte da prática da disciplina de Anestesiologia. Todos os dias, de segunda a sexta-feira, aquele animal foi anestesiado e acordado. Até que no último dia foi abatido", refere uma aluna. No segundo ano, o cenário piorou, com cães a serem "abertos para aprendermos como se retira órgãos, como o baço. Por ser demasiado cruel, não voltei às aulas".

Cesarianas em não grávidas

Situações confirmadas por uma ex-aluna do mesmo curso e que agora exerce numa clínica em Évora. "Cheguei a simular cesarianas em cadelas que não estavam grávidas e retirei órgãos, como o útero e os ovários". Tudo isto "em animais vivos e sem doenças".

Do Sabugal chega o depoimento de Ana Lúcia, a única veterinária que não teme represálias. Em Maio pagou 700 euros por uma formação em Ecografia na Universidade de Évora (UE), de onde saiu "absolutamente chocada". Recorda terem sido utilizados pelo menos três animais vivos e sem doenças nas aulas práticas e que no final eram eutanasiados. "Estavam cheios de pulgas e carraças. Alguns colegas até foram picados. Uma cliente minha queria adoptar uma cadelinha, mas não foi permitido. As ordens eram expressas, qualquer cão que entrasse no Hospital Veterinário era para ser abatido. Não podia salvar todos, mas ao menos uma poderia ter sobrevivido", recorda.

Ao que o JN apurou, os animais que são enviados para a UE permaneceram no canil pelo menos durante oito dias, prazo a partir do qual a lei define que passam a ser "propriedade" da autarquia. Várias fontes garantem que "a saída é feita de forma regular". Entre as duas instituições existe um protocolo assinado "há cerca de seis ou sete anos" mas que, segundo o responsável do Hospital Veterinário, "apenas para incineração de cadáveres".

Confrontado com as várias acusações que contrariam esta afirmação, José Tirapicos Nunes começou por dizer que as desconhecia "em absoluto" para, pouco tempo depois, admitir que "possam ter ocorrido algumas situações pontuais de exames feitos em animais vivos". Ainda assim, fez questão de frisar que "não houve qualquer sofrimento infligido aos animais, uma vez que todos foram anestesiados". Por outro lado, "o veterinário municipal já tinha decidido que iam ser abatidos. A única diferença é que foram eutanasiados na universidade e não no canil", remata.

Duas ilegalidades

Advogada e sócia de diversas associações de defesa dos animais, Alexandra Moreira diz estarem a ser cometidas "pelos menos duas ilegalidades. Os animais não podem ser utilizados para fins didácticos nem cedidos pelos canis a outros que não sejam particulares ou associações zoófilas".

O presidente da autarquia, José Eduardo Oliveira, remeteu explicações para o veterinário municipal. Às acusações, António Flor Ferreira respondeu assim: "Estou a conduzir e a trabalhar desde as 5 da manhã. Já fechei a loja". Depois, desligou o telemóvel.

Afinal mandar "prò c..." é apenas virilidade verbal


Ministério Público quis levar a julgamento cabo da GNR que usou expressão junto de superior, mas Relação de Lisboa ilibou-o.
Quando um cabo da GNR, irritado com o facto de não ter conseguido uma troca na escala de serviço, se dirige ao seu superior, dizendo "não dá pra trocar, então prò c...", está a cometer um crime de insubordinação ou apenas a desabafar? Este debate percorreu o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e o Tribunal de Instrução Criminal, chegando, a 28 de Outubro deste ano, ao Tribunal da Relação de Lisboa, que encerrou o caso: o cabo não deve ser julgado, porque a expressão utilizada é um "um sinal de mera virilidade verbal".
Foi no dia 4 de Agosto de 2009 que, no gabinete do sargento da GNR que liderava um subdestacamento, o cabo solicitou uma troca de serviço com outro militar. Perante a recusa do seu superior hierárquico, tal como vem descrito no acórdão do Tribunal da Relação, o militar disse: "Não dá para trocar, então pró c..." E de seguida: "Se participar de mim, depois logo falamos como homens."
A situação em causa evoluiu para uma acusação pelo crime de insubordinação. Segundo uma procuradora do DIAP, "a palavra 'c...', proferida pelo arguido, na presença do seu superior hierárquico, de forma alguma, poderia constituir um mero desabafo, antes, indignado, pelo facto de o seu superior não permitir a troca de serviço, visou o arguido atingi-lo na sua honra e consideração".
"Então existe outro significado para a palavra, 'c...' em causa, dita naquele contexto, que não seja injurioso, ofensivo, de afronta, em relação à pessoa a quem é dirigida?", questiona a mesma magistrada.
Os juízes desembargadores Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes tiveram entendimento diferente, mantendo a decisão do juiz de instrução que decidiu não levar o arguido a julgamento.
E para fundamentar tal decisão, os desembargadores fazem uma extensa análise da expressão "prò c..." que, no fundo, era o que estava em causa no autos. Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma. Um pouco de história: "Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis."
Porém, continuam os juízes, "é público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que 'c...' é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo 'prò c...' é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas ('chove pra c...'; 'o Cristiano Ronaldo joga pra c...'; 'moras longe pra c...'; 'o ácaro é um animal pequeno pra c...'; 'esse filme é velho pra c...')".
Mas há mais jurisprudência sobre a matéria: "Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação 'carago', não há nada a que não se possa juntar um 'c...', funcionando este como verdadeira muleta oratória."
Tendo presente tais considerações, mais o facto de se ter dado como assente que o cabo e o sargento - apesar da distância hierárquica - manterem uma relação de proximidade, sem muitas regras formais, a Relação de Lisboa decidiu não levar o militar a julgamento pelo crime de insubordinação.

Secretário do Ambiente atribui ajuste directo de 970 mil euros ao seu irmão


O Secretário Regional do Ambiente e Mar atribuiu por ajuste directo um contrato de quase 930 mil euros a uma empresa que é maioritariamente detida por um seu irmão. Tudo indica que o procedimento pode ser ilegal, tendo em conta a Lei das Incompatibilidades (Lei 64/93 - 26 Agosto) que estabelece que “as empresas cujo capital seja detido numa percentagem superior a 10% por um titular de órgão de soberania ou titular de cargo político, ou o seu cônjuge, os seus ascendentes e descendentes em qualquer grau e os colaterais até ao 2º grau ficam impedidas de participar em concursos de fornecimento de bens ou serviços, no exercício de actividade de comércio ou indústria, em contratos com o Estado e demais pessoas colectivas públicas”.
Trata-se da “Empreitada de Concepção-Construção de Limpeza e Renaturalização da Ribeira da Agualva – Ilha Terceira”, que foi adjudicada em ajuste directo pela Secretaria do Ambiente por 929.308,21 euros à empresa “Construções Meneses & McFadden Lda”, que é detida na quase totalidade por João Leonel do Álamo Meneses, irmão do Secretário Álamo Meneses.
A empreitada segue-se a outra, de “Concepção-Construção do Reperfilamento do Leito da Ribeira da Agualva – Ilha Terceira – Açores”, que teria um preço base estimado de 1,5 milhões de euros. Sobre essa empreitada ainda não nos foi possível descobrir a sua adjudicação.
A necessidade das obras deveu-se à intempérie que assolou a zona norte da Ilha Terceira, na madrugada de 15 de Dezembro de 2009, elevando o caudal da ribeira da Agualva e provocando grandes inundações em cerca de 100 casas, desalojando cerca de 40 famílias, provocando o corte no abastecimento de água e luz e cortando as vias de circulação.
Em 14 de Janeiro de 2010 a mesma empresa tinha recebido da Câmara Municipal da Praia da Vitória um outro ajuste directo de 991 mil euros para proceder à “recuperação das infraestruturas danificadas pela enxurrada de 15 de Dezembro – Quatro Ribeiras, Vila Nova, São Brás, Santa Cruz (Belo Jardim) e Rua do Saco (Agualva)”, com um prazo de execução de 240 dias.
Mas em Março de 2010, o Governo Regional reunido em Conselho deliberou que existia “perigo eminente” e que havia “premência que impende sobre a satisfação prioritária do interesse público em causa, nomeadamente, o restabelecimento do bem-estar e da segurança da população residente na freguesia da Agualva, situação essa que requer uma intervenção urgente, a par de um procedimento de formação do contrato rápido e diligente, uma vez que a satisfação do interesse público em causa é incompatível com os prazos inerentes aos procedimentos que, numa situação normal, seriam adoptados, pelo que se mostra adequada a adopção do ajuste directo, nos termos previstos no Código dos Contratos Públicos”.
Foi nesse sentido que o Governo decidiu “delegar competências no Secretário Regional do Ambiente e do Mar, com faculdade de subdelegação, para aprovar as peças dos procedimentos, aprovar as minutas dos contratos a celebrar e neles outorgar em nome e representação da Região, bem como para, no âmbito dos procedimentos pré-contratuais, praticar todos os demais actos que, nos termos da lei, sejam cometidos à entidade adjudicante” e para “proceder às respectivas adjudicações e autorizar as correspondentes despesas, bem como praticar todos os demais actos, no âmbito do Código dos Contratos Públicos, necessários à boa execução das empreitadas”.
O facto, no entanto, é que só passados 7 meses é que foi celebrado o contrato com esta empresa (e 10 meses depois da intempérie ter ocorrido), quando esse tempo teria facilmente permitido outro tipo de consulta ao mercado.
Caso a empresa tenha igualmente ganho a empreitada do reperfilamento do leito daquela ribeira, aquela intempérie ter-lhe-á valido mais de 3 milhões de euros em obras em pouco mais de um ano.
Segundo dados constantes do site oficial da empresa, a Construções Meneses e McFadden Lda “foi constituída em 1995, com um capital inicial de 39.904 euros, sob a forma jurídica de Sociedade por Quotas. Em Dezembro de 1999, efectuou-se um aumento de Capital e alteração do Pacto Social, ascendendo a 149.639,37 euros, repartidos por 3 Sócios. Em Dezembro de 2004, a Construções Meneses & McFadden, agrupou-se a outras 5 Empresas: Açorvias, Açorbuild, Riscogest, Enviprime e Tercicla, formando o Grupo CMM SGPS SA e vocacionado para as áreas da Construção Civil e Obras Públicas e Consultoria”.
Em 2007 o seu capital social já era de 2,85 milhões de euros, tendo sofrido um aumento para 3 milhões de euros em 2009.

MAIS UM FAMILIAR DE SÓCRATES A MAMAR !

Tacho para a cunhada de José Sócrates
Cunhada de Sócrates é assessora na EPAL
A EPAL, empresa pública tutelada pelo Ministério do Ambiente, contratou em Junho deste ano, já em plena derrapagem das contas públicas, a cunhada do primeiro-ministro para assessora do conselho de administração. A admissão de Mara Mesquita Carvalho Fava, irmã de Sofia Fava (ex-mulher de José Sócrates), nos quadros da EPAL ocorreu após quase dois anos como trabalhadora da empresa a recibos verdes. A cunhada de José Sócrates terá um salário mensal bruto de 2103 euros, acrescido de 21,5% do ordenado por isenção de horário de trabalho. O ingresso de Mara Fava nos quadros da EPAL foi revelado pelo próprio jornal da empresa: na edição de Junho de 2010 do 'Águas Livres', na coluna Movimento de Pessoal, indica-se que foram admitidas Mara Fava e Mariana Barreto Dias de Castro Henriques, mulher de Jorge Moreira da Silva, ex-secretário de Estado do Ambiente, ex-consultor do Presidente da República e vice-presidente do PSD. Tudo gente do povo, vivendo com o rendimento se inserção, talvez até, penso eu ingenuamente ! A Comissão de Trabalhadores, em resposta ao CM, assume que o assunto "é falado entre os trabalhadores da EPAL e em termos nada abonatórios para os envolvidos, directa ou indirectamente, na sua admissão, assim como para a justificação do vencimento, mais isenção de horário de trabalho".
COMENTÁRIO: Assessora de um assessor!!!! looooooooooooooool 2103€ + 452€ (21,5%) = 2555€ por mês!!! Para quem era precária.. e de um momento para o outro se muda, não é nada mau !
É para isto que servem os Institutos Públicos, Empresas Municipais, Fundações..
Eis a razão porque não as extinguem. É aqui que é roubado o nosso dinheiro para dar aos familiares da bandidagem e outros parasitas da partidocracia.
Depois dizem que não há, onde cortar despesas, e que são necessários mais impostos e mais impostos.
Aguenta ZÉ !

NOTA - se cada um de nós enviar para a sua lista de contactos, e se cada um deles fizer o mesmo, rapidamente todo o país tomará conhecimento destas mordomias partidárias que julgam escondidas.


Depois logo se vê, pois eles são mesmo cara de pau !

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Carta aberta de Inspectores da Inspecção Económica do governo açoriano: Inspecção Económica é hoje autêntico ‘barril de pólvora’

Um eventual desmantelamento da Inspecção de Actividades Económicas do governo açoriano está a criar uma situação de autêntico ‘barril de pólvora’. Os inspectores não concordam que a Inspecção deixe de ser um Órgão de Polícia Criminal e estão contra a ocorrência de “nomeações pela cor partidária...”. É a confirmação de todas as notícias do ‘Correio dos Açores’
Um grupo de inspectores da Inspecção de Actividades Económicas do governo açoriano escreveu uma “carta aberta aos açorianos” onde sublinha o ambiente de ‘bomba relógio’ que se vive no seio daquele organismo da secretaria do Trabalho e Solidariedade Social e insurge-se contra o seu desmantelamento, pondo em causa deliberadamente um esclarecimento de quem tutela a pasta, Ana Paula Marques.
Os inspectores que, inicialmente, tinham assinado o documento, acabaram por pedir o anonimato ao ‘Correio dos Açores’ – perante o qual estão identificados -, a conselho de vários amigos, para as suas famílias não receberem represálias das tutelas e quadros superiores da administração regional.
Estes inspectores insurgem-se ainda contra a nomeação da actual chefe de divisão de sanidade confirmando todas as notícias que o ‘Correio dos Açores” tem vindo a dar e que foram merecendo esclarecimentos da secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social que, agora se prova, não passam de ‘gato escondido com o rabo de fora’.
Dado o interesse público da ‘carta aberta’ vamos publicá-la na integra.
“O Conselho do Governo de 1 de Setembro de 2010 decretou que a Inspecção Regional das Actividades Económicas deixa de ser um Órgão de Polícia Criminal (O.P.C.).
A Inspecção Económica é um O.P.C. de competência especializada, e científica, nos crimes da saúde pública e da economia, com 30 anos de existência ao serviço de todos os açorianos e para a protecção da sua saúde pública.
Ser um Órgão de Polícia Criminal de competência especializada e científica não é um capricho dos seus inspectores, mas um instrumento judicial para a melhor investigação e prevenção dos crimes e dos prejuízos que eles causam na saúde pública dos cidadãos.
Ser Órgão de Polícia Criminal é depender do Ministério Público e actuar com imparcialidade e independência.
Ter competência especializada significa que temos (ou devemos ter) meios especializados e que damos prioridade na prevenção e combate da saúde pública.
O mesmo acontece com a Polícia Judiciária (para os crimes de homicídios, drogas, terrorismo, etc.)
Já alguém se lembrou de acabar com a Polícia Judiciária? Talvez os criminosos, sobretudo os poderosos de colarinho branco. Mas ainda não se atreveram, por enquanto! (seguiram outro caminho que foi alterar o código penal, deu menos nas vistas).
Ser Órgão de Polícia Criminal de competência especializada significa ser uma polícia científica na investigação da falsificação, da contaminação, da corrupção de produtos alimentares que todos nós consumimos.
Este trabalho implica a colheita de amostras e de análises científicas nos laboratórios, dependendo do agente que provoca a contaminação dos alimentos. Sabem o que é um vírus, uma bactéria, uma salmonela, um estafilococo, um coliforme? Na maior parte dos casos não se vêem a olho nu.
Quais são as consequências dessas contaminações? Muitas vezes a doença, o hospital, e algumas vezes a morte. Quem já não teve uma toxinfecção alimentar? Quem não recorreu já ao hospital por doenças alimentares?
Isto já aconteceu nos Açores! E vai continuar a acontecer, agora com maior impunidade.”

Morte por intoxicação nos Açores

Na ‘carta aberta’ os inspectores citam alguns casos em que a Inspecção Económica interveio, alguns envolvendo mortes por ingestão de alimentos, até agora desconhecidos do público. Crianças que ingerem alimentos com raticida, turistas com toxinfecções, morte por ingestão de licores...

“1- Lembram-se de um envenenamento numa escola dos Açores, de várias crianças por comerem folares da Páscoa quatro das quais em estado grave, e duas em estado muito grave entrando uma delas em estado de coma (poderiam ser os seus filhos!)?
Infelizmente, a actuação da inspecção económica não permitiu evitar este trágico acontecimento, é verdade! (a inspecção não tem meios para estar em todo o lado, embora se tivesse mais meios, que os inspectores têm pedido de joelhos, poderia fazer mais prevenção). No entanto, permitiu descobrir o agente causador (a utilização irresponsável de um veneno raticida altamente perigoso e mesmo mortal), levar os responsáveis à justiça e prevenir futuras ocorrências.

2- Sabiam da intoxicação grave de várias pessoas, uma das quais grávida, com internamento na UCI e o falecimento de uma senhora, nos Açores, por ingestão de licores caseiros fabricados com álcool (falsificado com metanol)?
Infelizmente, a intervenção da inspecção económica não permitiu evitar este trágico acontecimento, é verdade! Mas a sua pronta acção permitiu saber o agente causador, como também proceder à apreensão de centenas de garrafas de álcool falsificado que se encontrava pronto para ser comercializado evitando a intoxicação e prejuízos graves na saúde de outros consumidores.

Turista morto por
Toxinfecção alimentar…

3- Lembram-se de uma grave toxinfecção alimentar, nos Açores, de quatro turistas que causou a morte de um deles?
Infelizmente, a inspecção económica não evitou este trágico acontecimento, é verdade! Mas a sua pronta acção permitiu não só saber o agente causador mas também proceder à apreensão de 2 toneladas de camarão da Malásia contaminadas com vibrio-cólera (uma toxina altamente perigosa e mesmo mortal) que se encontrava pronto para ser comercializado, evitando a intoxicação alimentar e prejuízos graves na saúde de outros consumidores.

4- Lembram-se da toxinfecção de vários consumidores por ingestão de água contaminada com teores elevados de coliformes (muito acima dos teores admissíveis).
A pronta intervenção da inspecção económica, por queixa dos açorianos contaminados, permitiu não só identificar o agente causador, como também proceder à apreensão de milhares de garrafas de água contaminada que se encontrava pronta para ser comercializado evitando a toxinfecção e prejuízos graves na saúde de outros consumidores.

5- Lembram-se da contaminação com nitrofuranos (uma toxina altamente perigosa) de carne de frango importada com graves danos para a saúde do consumidor?.
A pronta intervenção da inspecção económica permitiu proceder à apreensão de várias toneladas de carne que se encontrava pronta para ser comercializado evitando a toxinfecção e danos graves na saúde de outros consumidores.
Muitos mais casos haveria para contar e que são do desconhecimento da opinião pública mas que são o dia-a-dia dos inspectores da IRAE que a eles se tem dedicado com espírito de missão.
Ser Órgão de Polícia Criminal de competência especializada e de natureza científica é prevenir melhor, informar melhor, recolher melhor as provas, ajudar melhor a justiça e proteger melhor os cidadãos.

E agora? QUEM PROTEGE OS AÇORIANOS nos crimes contra a saúde pública e contra a economia? Quais as consequências desta decisão?

1- Deixando de ser O.P.C. não tem competência para fazer nada nos crimes contra a saúde pública e contra a economia. Não pode fazer colheitas de amostras, não pode fazer apreensão de alimentos contaminados não pode abrir inquéritos nem constituir arguidos. - É A IMPUNIDADE TOTAL!

2- Deixando de ser Órgão de Polícia Criminal, deixam de estar sob controlo legal do Ministério Público, passando para o controlo e manipulação do “poder político”: - É O QUERO POSSO E MANDO!

Quem substituirá a inspecção nos Açores? - Resposta: NINGUÉM! Passamos a ser uma terra sem lei nem protecção! Está o campo aberto para toda a prática de crimes!”


“IRAE não pode ser fantoche nas mãos de alguns políticos...”

“Neste momento existem viaturas paradas por falta de dinheiro para gásoleo e reparações. Não se fazem inspecções à noite nem ao fim-de-semana por falta de dinheiro para horas extraordinárias, etc.. Não se abrem concursos para gente especializada, não se nomeiam os melhores, mas os que têm cor partidária…”, denunciam os inspectores.

“Isto é um retrocesso no processo autonómico de 30 anos!!
Lembrem-se que foi em 1980 com o d. lei 126/80, Há 30 anos!! que transferiu para os Açores as atribuições e as competências da Direcção-Geral de Fiscalização Económica, hoje, ASAE. Foi naquele tempo uma dura batalha pela autonomia do povo Açoriano e uma honrosa conquista para os Açores, era então secretário regional Américo Natalino Viveiros.
E agora VOLTA TUDO ATRÁS OUTRA VEZ !
Como afirmou a Sra. Secretaria do Trabalho, Ana Paula Marques, à comunicação social, a IRAE deixa de ser órgão de polícia criminal, para tornar a irae mais preventiva e informativa e mais próxima do cidadão. Mentira! Essas competências de informação e prevenção já existiam (leiam a orgânica da inspecção ainda existente). A IRAE sempre informou os consumidores e os agentes económicos. O rabo nada tem a ver com as calças!
A ASAE no continente continua a ser órgão de polícia criminal! Deixou de ser informativa, pedagógica e próxima do cidadão?
A IRAE na Madeira continua a ser órgão de polícia criminal! Deixou de ser informativa, pedagógica e próxima do cidadão?
A Inspecção Regional do Ambiente dos Açores continua a ser órgão de polícia criminal! Deixou de ser informativa, pedagógica e próxima do cidadão?
A Sra. Secretária do Trabalho descobriu a pólvora para a Inspecção Económica?
Se querem que a inspecção seja mais preventiva e informativa e próxima do cidadão não lhe retirem competências e independência DÊEM-LHE MEIOS! (neste momento existem viaturas paradas por falta de dinheiro para gásoleo e reparações. Não se fazem inspecções à noite nem ao fim-de-semana por falta de dinheiro para horas extraordinárias, etc.. Não se abrem concursos para gente especializada, não se nomeiam os melhores, mas os que têm cor partidária mesmo sem experiência ou conhecimento. Investiguem Srs. Jornalistas! Está tudo publicado no Jornal Oficial, é tudo legal!
A Inspecção Regional do Ambiente dos Açores também é órgão de polícia criminal. Porque não tomou o Sr. Secretário do Ambiente a iniciativa de retirar as mesmas competências à Inspecção Regional do Ambiente tornando-a "mais preventiva e informativa"? Dois pesos e duas medidas para quê? Que falta de incoerência é esta? O quê que está a ser cozinhado?
Será que os crimes contra a saúde pública e contra a economia são para a Sra. Secretária menos dignos de protecção e sem dignidade penal do que contra o ambiente?
A região irá ficar sem uma autoridade de polícia na área da saúde pública ou será que é intenção do governo regional convidar a ASAE a abrir portas e a assentar arraiais por estas bandas?

“Antes morrer livres
do que em paz sujeitos”

Recentemente foi notícia nos jornais a nomeação na inspecção económica de uma dirigente da confiança política da Sra. Secretária e ao arrepio da mais elementar legalidade com desrespeito dos técnicos credenciados nela existentes para assumir tais cargos. UM FATO FEITO À MEDIDA!
Estranho, não é? Que desígnios levaram a esta mudança? Alguém há-de sabê-lo explicar. Mas, será que tornada pública essa explicação o povo açoriano aceitá-la-á? COMPRENDÊ-LA-Á?.
A acção da inspecção económica é incómoda? pois é! sobretudo se for feita com INDEPENDÊNCIA não olhando a cores partidárias nem sendo um mero fantoche nas mãos de eventuais políticos.
Deixar de ser órgão de polícia criminal significa apenas ser menos imparcial, independente e facilmente manipulável. O problema é que assim não dá, ASSIM PERDEMOS TODOS!

Caros Açorianos:
É necessário lutar pelos nossos direitos e pela protecção da nossa saúde não deixando que terceiros o façam por nós!
Viva a liberdade e a Autonomia! (a de 1980). “Antes morrer livres do que em paz sujeitos”.

Absoluta falta de vergonha

Os políticos iam diminuir os vencimentos em 15% não iam?

Pois iam, para inglês ver. Mas agora, no Orçamento, aumentaram-se em 20% nas despesas de representação e assim compensam aquele sacrifício.
Um truque tão antigo que é um escândalo. Mas passa sempre, porque as pessoas não se dão ao cuidado de pedir contas.

Isto que é de bradar aos céus é tão baixo e tão despudorado que mete dó.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Gebalis - não há onde cortar???

A Gebalis é uma empresa municipal, participada pela C. M. de Lisboa (por acaso não sei para que serve!)… Ele há umas quantas por esse país afora!!!

Gestores com oito cartões de crédito.

Os ex-administradores da Gebalis Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal.
O limite de crédito atribuído àqueles ex-gestores oscilou entre cinco mil euros e dez mil euros por mês.

O despacho de acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, diz que, 'no início do mandato, a cada um dos arguidos foram fornecidos cartões de crédito', apesar de haver 'uma omissão legal e dos próprios Estatutos da Gebalis [sobre essa regalia]', segundo o relatório da Polícia Judiciária.

A Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, foram dados, segundo o despacho de acusação, três cartões de crédito: um do BES com limite de 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Mário Peças, ex-vogal da empresa, teve também três cartões de crédito: um do BES com 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros.

Já Clara Costa contou com um cartão de crédito do BES com um limite de crédito de 7500 euros e outro do Millennium bcp com cinco mil euros. À excepção do cartão de crédito do BPI atribuído a Mário Peças, todos os cartões tiveram vários números e diferentes datas.

Com os respectivos cartões de crédito em seu poder, cada um dos arguidos decidiu que os utilizaria para pagamento das despesas relativas a refeições suas e com amigos e outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer, ainda, no decurso de viagens ao estrangeiro', precisa o despacho de acusação do Ministério Público.

Ontem, Clara Costa manifestou a sua 'total inocência'.

SAIBA MAIS...

REFEIÇÕES E VIAGENS

De Março de 2006 a Outubro de 2007, Clara Costa gastou 11 530 euros em refeições com o cartão de crédito.

40 145 euros foi a despesa de Mário Peças em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.

12 738 euros foi o gasto de Francisco Ribeiro em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.

REFEIÇÕES EM RESTAURANTES DE LUXO

MÁRIO PEÇAS
RESTAURANTE DATA/HORA VALOR
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 11-02-006 / 17h12 134,50 euros+10,5 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 05-03-2006 / 17h09 304,40 euros + 25,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 29-04-2006 / 15h10 233.55 euros + 16,45 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 21-05-2006 / 16h05 237.75 euros + 12,25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 10-06-2006 / 15h20 217.60euros + 12,4 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 13-06-2006 / 15h32 261.70 euros + 18,3 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 09-07-2006 / 15h37 253.20 euros + 16,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 27-08-2006 / 15h23 247.85 euros + 22, 55 euros de gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 11-11-2006 / 16h56 372.35 euros + 27,65 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 25-11-2006 / 16h25 305.40 euros + 24,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 14-01-2007 / 16h35 281.20euros + 38,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 05-05-2007 / 16h25 325 euros + 25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 13-06-2007 / 16h01 287.30 euros + 22,7 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 29-09-2007 / 14h43 251.45 euros + 28,55 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 20-10-2007 / 16h11 310.85 euros + 29,15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-12-2006 / 16h09 223.50 euros + 16,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 04-12-2006 / 15h58 142 euros + 18 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 14-12-2006 / 16h42 471.20 euros + 28,8 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 05-01-2007 / 15h27 206.50 euros +23,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 29-01-2007 / 16h52 262.50 euros + 27,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-03-2007 / 15h36 212.50 euros + 17,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 08-03-2007 / 15h42 225 euros + 25 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 10-03-2007 / 15h04 180.890 euros + 39,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 27-03-2007 / 21h50 147 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 28-03-2007 / 14h54 185.30 euros +14,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 18-04-2007 / 16h00 458.60 euros + 21,3 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 25-05-2007 / 14h59 318 euros +32 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 12-06-2007 / 22h52 206.90 euros + 13,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 25-07-2007 / 15h13 129.40 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-08-2007 / 16h06 209.40 euros + 10,6 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 28-08-2007 / 15h25 167.60 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 29- 08- 2007 / 14h56 141 euros + 19 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 18-09-2007 / 15h56 217.30 euros + 22,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 17-10-2007 / 15h38 151 euros
Varanda da União s/ data 106 euros + 9 euros gratificação
Varanda da União 20-02-2006 137.75 euros + 12,25 euros gratificação
Varanda da União 16-03-2006 212 euros + 18 euros gratificação
Varanda da União 29-05-2006 141.50 euros + 13,5 euros gratificação
Varanda da União 26-06-2006 90 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União 30-10-2006 817 euros + 53 euros gratificação
Varanda da União 29-11-2006 112 euros + 13 euros gratificação
Varanda da União 18-12-2006 223.25 euros + 21.75 euros gratificação
Varanda da União 10-04-2007 204 euros + 16 euros gratificação
Varanda da União 17-04-2007 110 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União 10-08-2007 153.25 euros + 16.75 euros gratificação
António do Barrote 03-08-2006 125.95 euros + 14.05 euros gratificação
António do Barrote 17-08-2006 208.95 euros + 11.05 euros gratificação
António do Barrote 18-01-2007 144.50 euros + 15.5 euros gratificação
António do Barrote 13-03-2007 188.85 euros + 21.15 euros gratificação
António do Barrote 29-05-2007 160.85 euros + 14. 15 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações) 01-09-2006 96.10 euros + 8,9 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações) 07-09-2006 65 euros + 5 euros gratificação
Restaurante o Terreiro do Paço 31-10-2006 213.30 euros + 11,7 euros gratificação
O Nobre 02-11-2006 190 euros + 9,12 euros gratificação
O Nobre 13-11-2006 149.30 euros + 10.7 euros gratificação
Jardim Visconde da Luz (Cascais) 05-11-2006 198.90 euros + 11,1 euros gratificação
Rstaurante A Gondola 15-11-2006 105.30euros + 24.7 euros gratificação
Atanvá 30-11-2006 89.70 euros + 5,3 euros gratificação
Atanvá 29-03-2007 194.70 euros + 25.3 euros gratificação
Atanvá 30-07-2007 62.20 euros + 17,8 euros gratificação
Atanvá 16-08-2007 62.30 euros + 7,7 euros gratificação
Atanvá 27-08-2007 72.55 euros + 7,45 euros gratificação
Atanvá 28-08-2007 114.50 euros + 10.5 euros gratificação
Atanvá 13-09-2007 152.90 euros + 17,1 euros gratificação
Atanvá 11-10-2007 56.80 euros + 8,2 euros gratificação
Antavá 23-10-2007 73.55 euros + 6.45 euros gartificação
Restaurante Paberesbares 12-12-2006 131.50 euros + 13.5 euros gratificação
Restaurante Paberesbares 03-10-2007 113 euros + 17 euros gratificação
Restaurante O Cortador 13-12-2006 152.20 euros + 17,8 euros gratificação
O Jacinto 15-12-2006 125 euros + 15 euros gratificação
O Jacinto 17-12-2006 98.95 euros + 10.05 euros gratificação
O Jacinto 11-04-2007 158.65 euros + 11.35 euros gratificação
Tico Tico 11-03-2007 97.95 euros + 12.05 euros gratificação
A Laurentina 13-04-2007 61.20 euros + 13.8 euros gratificação
Taberna Ibérica 04-06-2007 199.60 euros + 20.4 euros gratificação
O Mercado do Peixe 14-06-2007 160.68 euros + 17.32 euros gratificação
Le Petit 26-07-2007 68.20 euros + 6.8 euros gratificação
O Polícia 22-08-2007 152.20 euros + 17,8 euros gratificação
Casa Gallega 16-08-2007 227.90 euros + 7.1 euros gratificação
Marisqueira Cais Sodré 19-09-2007 89.10 euros + 10.9 euros gratificação
Belcanto 27-09-2007 102 euros + 13 euros gratificação
Belcanto 24-10-2007 77 euros + 8 euros gratificação
1º Direito 04-10-2007 57 euros + 6 euros gratificação
O Galito 29-10-2007 57.55 euros + 7.45 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa) 20-07-2006 321.75 euros + 28.25 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa) 25-01-2007 110 euros
Sete Mares 16-04-2007 510.45 euros + 39.55 euros gratificação
Sete Mares 25-07-2007 251.25 euros + 18.75 euros gratificação
Vela Latina 31-03-2006 99.60 euros + 11,4 euros gratificação
Tertúlia do Paço 20-03-2006 112.20 euros + 7.8 euros gratificação
Restaurante XL 27-03-2006 106.05 euros + 8.95 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 08-05-2007 / 15h43 170.10 euros + 14,9 euros gratificação
Restaurante Paberesbares s/ data 130.50 euros +9.5 euros gratificação
Varanda da União 06-09-2006 102.25 euros + 7.75 euros


FRANCISCO RIBEIRO
Francisco Ribeiro efectuou pagamentos de refeições, utilizando cartões de crédito do BES (...) a partir de 31-05-2007 (...), do BPI (...) a partir de Setembro de 2007 (...) e Millenium (...) a partir de Março de 2007, num valor mensal aproximado e distribuídos pelos seguintes números de dias:
Mês Nº dias Valor/Mês
Março 06 13 794,00 euros
Abril 06 13 415,28 euros
Maio 06 10 321,35 euros
Junho 06 14 675,43 euros
Julho 06 13 302,19 euros
Agosto 06 8 629,29 euros
Setembro 06 14 729,27 euros
Outubro 06 9 297,98 euros
Novembro 06 8 163,41 euros
Dezembro 06 4 295,00 euros
Janeiro 07 4 158,00 euros
Fevereiro 07 6 245,00 euros
Março 07 7 508,00 euros
Abril 07 10 839,00 euros
Maio 07 13 1100,00 euros
Junho 07 13 610,00 euros
Julho 07 8 770,00 euros

MAIS UM LINDO EXEMPLO!!!

QUE LINDO EXEMPLO !


O tal carro novo que compraram para as obrigações protocolares
Uma das quais, será a visita de Durão Barroso, em Novembro…



Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí ,os nossos governantes pedem poupança contenção e que façamos mais uma vez sacríficos.
Nem deixam assentar a poeira, adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado. Um Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros . A explicação dada, foi pelo custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares.

Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo que sumptuosidade.

É uma vergonha! Depois queixem-se , o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.
O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros, e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...

Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.

Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso. Não há dinheiro não há gastos.